Com a proximidade do segundo turno das eleições gerais, o Piauí se depara com uma preocupação crescente: o assédio eleitoral nas empresas. O Ministério Público do Trabalho (MPT-PI) registrou 14 novas denúncias apenas nos últimos dias, levando o total a 24 casos, um aumento alarmante de 104% em relação ao primeiro turno.
As denúncias, que chegam de diferentes municípios como Teresina, Parnaíba e Picos, revelam um cenário preocupante. Funcionários estariam sendo pressionados a apoiar candidatos específicos, e muitas vezes as escalas de trabalho foram manipuladas para dificultar o acesso dos trabalhadores às urnas no dia da votação. Essa prática não só fere o direito ao voto, como também pode configurar irregularidades trabalhistas.
A situação levou o MPT a intensificar suas ações, com um regime de plantão ampliado e inspeções surpresa programadas para o fim de semana eleitoral. O procurador Igor Costa, que atua na Coordenadoria Nacional de Promoção da Igualdade de Oportunidades e Eliminação da Discriminação no Trabalho (Coordigualdade), ressaltou que os empregadores têm a obrigação de garantir que seus funcionários possam votar sem pressão ou constrangimento. “É fundamental que as empresas adaptem suas escalas para que todos tenham a oportunidade de exercer seu direito”, afirmou Costa.
O MPT também reforçou os canais de denúncia. Os trabalhadores que se sentirem ameaçados ou constrangidos têm à disposição várias formas de reportar as irregularidades, seja pelo site do MPT, telefone, WhatsApp ou presencialmente nas unidades em Teresina, Picos e Bom Jesus.
É um momento crucial para a democracia, e todos devem ter a liberdade de escolher seus representantes sem medo de represálias. A participação política é um direito, e o MPT está comprometido em garantir que ele seja respeitado em todo o estado.




